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BehaviorDog6 min read

Panorama de saúde do Maltês

Este guia ajuda os donos de maltês a identificar as afecções mais frequentes na raça e oferece passos práticos para vigiar o cão em casa. Compreender estas tendências facilita o trabalho com a equipa veterinária no bem-estar a longo prazo.

Resposta rápida

O maltês é um companheiro vivaz e afectuoso, conhecido pelo pelagem longa e sedosa e pelo temperamento adaptável. Embora seja geralmente resistente, é propenso a problemas de saúde específicos: dentários e respiratórios, e também a preocupações congénitas como shunts hepáticos e defeitos cardíacos. Mantendo uma condição corporal magra, um treino coerente e vigilância a mudanças subtis no comportamento ou nos hábitos de eliminação, pode ajudar o seu maltês a viver muitos anos com conforto.

Estomatite paradental ulcerativa crónica

A estomatite no maltês manifesta-se frequentemente como estomatite paradental ulcerativa crónica, ou CUPS. É uma tendência reconhecida na raça. Pode notar que o cão deixa cair a comida, tem mau hálito intenso ou resiste a que lhe toquem na boca. Em casa, as gengivas podem estar vermelhas, inflamadas e sangrar com facilidade. O veterinário fará um exame oral sob sedação para avaliar a profundidade da inflamação e pode pedir radiografias dentárias para excluir problemas de raiz. O maneio inclui limpezas dentárias profissionais rigorosas e, por vezes, a extracção de dentes afectados. O erro mais comum é esperar que deixe de comer antes de pedir ajuda: muitos cães continuam a comer apesar de dor oral significativa.

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Shunt portossistémico

Os shunts portossistémicos extra-hepáticos são uma tendência reconhecida no maltês. Um vaso sanguíneo anormal permite que o sangue contorne o fígado e não filtre correctamente as toxinas. Pode notar um cachorro mais pequeno que os irmãos de ninhada, crescimento atrasado ou sinais neurológicos como andar em círculos, girar ou letargia após as refeições. O veterinário costuma suspeitar com base em análises com enzimas hepáticas ou ácidos biliares elevados. Em geral é necessária ecografia ou imagem especializada para localizar o shunt. Exige atenção veterinária pronta para gerir a acumulação de toxinas no sangue.

Hidrocefalia congénita

A hidrocefalia é a acumulação de líquido no interior do cérebro; o maltês é uma raça em risco desta alteração congénita. Pode observar uma cabeça em cúpula, um cachorro com dificuldades no treino de higiene, marcha descoordenada ou aspecto apático e pouco reactivo. O veterinário realizará um exame neurológico de reflexos e coordenação, muitas vezes com ecografia ou ressonância para visualizar o líquido. Embora a afecção seja bem reconhecida na raça, a forma de transmissão não está totalmente esclarecida. A detecção precoce é essencial para gerir a pressão no crânio.

Colapso traqueal

Como raça toy, o maltês é frequentemente afectado por colapso traqueal. Os anéis da traqueia enfraquecem e achatam-se, dificultando a respiração. O sinal mais comum é uma tosse seca e áspera, semelhante ao grasnido de um ganso, muitas vezes desencadeada por excitação, puxões na trela ou ao beber água. O veterinário avalia a traqueia com palpaçao do pescoço e radiografias torácicas. Em casa, use sempre peitoral em vez de coleira para não pressionar a via aérea, e mantenha um peso magro e saudável para reduzir a carga sobre o sistema respiratório.

Urolitíase e cálculos de oxalato de cálcio

Cães de raças pequenas como o maltês têm maior risco de formar urolitos de oxalato de cálcio. Estas pedras podem formar-se na bexiga ou nos rins e causar desconforto importante. Pode notar esforço para urinar, pequenas quantidades frequentes ou sangue na urina. O veterinário fará análise de urina para cristais e usará radiografias ou ecografia para localizar cálculos. Por ser tendência reconhecida, pode recomendar alterações alimentares para modular o pH urinário e incentivar maior consumo de água. Nunca ignore um cão que se esforce para urinar: pode indicar obstrução potencialmente fatal.

Canal arterial persistente

É um defeito cardíaco congénito em que um vaso que deveria fechar após o nascimento permanece aberto, alterando o fluxo entre as câmaras do coração. O maltês tem maior probabilidade desta afecção do que os cães sem raça definida. Pode notar cansaço fácil no brincar, respiração rápida ou tosse persistente. Num exame de rotina, o veterinário detecta frequentemente um sopro cardíaco característico «em máquina». O ecocardiograma é o exame padrão de confirmação. Está bem reconhecida na raça e o diagnóstico precoce permite procedimentos correctivos antes de lesão permanente do músculo cardíaco.

Doença inflamatória intestinal

A doença inflamatória intestinal (DII) implica irritação crónica do tracto digestivo. Pode notar no maltês vómitos ou diarreias recorrentes, ou alteração marcada do apetite. Como os sinais podem ser intermitentes, é útil registar as dejecções e a dieta. O veterinário excluirá parasitas e outras causas antes de discutir dieta de eliminação ou biópsias. É uma tendência reconhecida na raça e o maneio costuma assentar no controlo alimentar a longo prazo.

Luxação da rótula

A luxação da rótula, ou «joelho caprichoso», é um problema ortopédico comum em que a rótula sai do seu sulco. Pode notar o cão a saltitar ou a levantar uma pata traseira alguns passos antes de recuperar a marcha normal. O veterinário manipulará o joelho para avaliar a estabilidade. Embora seja tendência reconhecida, a gravidade varia. Manter o cão magro e oferecer tração em pavimentos escorregadios como soalho ou azulejo ajuda a reduzir a frequência dos episódios.

Atrofia progressiva da retina

A atrofia progressiva da retina é uma afecção ocular degenerativa que conduz a perda de visão. Pode notar hesitação com pouca luz, choques com móveis à noite ou insegurança em ambientes novos. O veterinário realizará exame oftalmológico especializado da retina. É tendência reconhecida na raça e, embora não seja dolorosa, exige adaptar a casa para a segurança do cão à medida que a visão diminui.

O meu maltês é muito selectivo com a comida. É normal?
O maltês é inteligente e pode ser exigente, mas confirme que a falta de apetite não está ligada a dor dentária ou a problemas digestivos como a DII. Se recusar comida de forma consistente, peça ao veterinário que avalie a boca e o abdómen.
Como posso proteger o maltês em pavimentos escorregadios?
Tapetes ou esteiras de ioga nas zonas de maior passagem oferecem a tração necessária para proteger articulações e rótulas, sobretudo em cachorros e seniores.
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My highlights & notes

Este artigo é educação geral e não substitui aconselhamento veterinário. Se o animal estiver doente, consulte um veterinário.

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